domingo, 9 de novembro de 2014

Estrutura molecular da brasilina












José Bonifácio Andrada e Silva







Benedito Calixto - ReproduçãoJosé Bonifácio foi um estudante brilhante que se tornou filósofo, advogado, professor, intelectual, cientista e político. Combateu Napoleão em Portugal; foi secretário da Academia de Ciências de Lisboa, membro das mais importantes sociedades de pesquisa da Europa, catedrático de mineralogia em Coimbra; deputado, vice-presidente da Província de São Paulo, ministro do Império; exilado político, tutor do imperador Pedro 2o e articulador da independência brasileira.

Seu nome de batismo era José Antônio de Andrada e Silva, filho de Bonifácio José Ribeiro de Andrada com sua prima Maria Bárbara da Silva. Aos 14 anos seu pai o enviou para São Paulo para estudar francês, lógica, retórica e metafísica. Concluídos seus estudos na capital, José Bonifácio seguiu para o Rio, de onde partiu, em 1783, para Portugal. Matriculou-se na Faculdade de Direito de Coimbra e passou a freqüentar também os cursos de filosofia natural e matemática.

Em 1789, já formado em direito e filosofia, José Bonifácio foi convidado a fazer parte da Academia de Ciências de Lisboa e graças ao interesse do governo português em formar profissionais em mineralogia, foi um dos escolhidos para percorrer a Europa. Chegando a Paris em 1790, Bonifácio viu o entusiasmo do povo com a Revolução e com a Declaração dos Direitos do Homem, promulgada no ano anterior. Tornou-se membro da Sociedade Filomática de Paris e da Sociedade de História Natural.

Seguiu para a Alemanha, em 1791, onde fez amizade com o naturalista Alexander von Humboldt e adquiriu a fama de cientista. Na Suécia e na Noruega, descobriu e descreveu doze novos minerais. Prosseguiu a viagem e tornou-se membro de academias científicas em Berlim, Viena, Estocolmo, Londres e Edimburgo. Ao fim da viagem de estudos que durou dez anos, casou-se com Narcisa Emília O'Leary, regressando a Portugal em 1800, onde passou a lecionar em Coimbra.

Em 1808, Napoleão invadiu Portugal e a família real retirou-se para o Brasil. José Bonifácio tornou-se um dos líderes de um movimento clandestino de libertação, o "Corpo Voluntário Acadêmico". Como militar, ele chegou ao posto de tenente-coronel e comandou tropas de infantaria. Quando os franceses se retiraram, Bonifácio retornou às suas funções científicas e ligou-se à Maçonaria. Em 1817 soube da revolução de Pernambuco e da prisão de seu irmão Antônio Carlos.

Com 56 anos de idade, José Bonifácio voltou para o Brasil com sua família. Após breve passagem pelo Rio de Janeiro, chegou a Santos. Em Portugal, os liberais tinham realizado uma revolução e exigiam a volta do rei e uma Constituição. Em abril de 1821, dom João 6o voltou para Portugal, deixando dom Pedro como Regente. Antes de partir convocou eleições, para que se formassem nas províncias as juntas governativas constitucionais. Os presos da revolução pernambucana de 1817 foram libertados e, entre eles, Antônio Carlos de Andrada e Silva.

José Bonifácio foi escolhido para presidir a eleição em São Paulo e se tornou um líder político, assumindo a vice-presidência da Junta Governativa. Quando chegou ao Brasil a ordem para o príncipe-regente retornar à Europa, José Bonifácio enviou a dom Pedro a exigência de que ele permanecesse no Brasil. Sua carta foi recebida a 2 de janeiro de 1822. No dia 9, José Clemente Pereira, presidente da Câmara do Rio de Janeiro, pediu o mesmo. Dom Pedro, sentindo-se apoiado, respondeu a Clemente Pereira: "Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: diga ao povo que fico".

José Bonifácio foi nomeado ministro do Reino e de Estrangeiros. Seu maior desafio estaria ligado à Maçonaria. Enquanto Gonçalves Ledo exigia a convocação de uma Constituinte, José Bonifácio preferia aguardar as iniciativas do Governo que levariam à independência. Ledo destituiu José Bonifácio de suas funções na Maçonaria, nomeando dom Pedro para o seu lugar. O ministro respondeu fundando o "Apostolado", com o fim de promover "a independência do Brasil". No dia 3 de junho, a Constituinte brasileira era convocada por dom Pedro. José Bonifácio propôs várias medidas visando a garantir a autonomia brasileira.

No final de julho de 1822, Portugal declarava o embargo de armas para o Brasil e reparava o envio de tropas para impor respeito às suas decisões. Dom Pedro repeliu as exigências portuguesas e José Bonifácio, procurando o apoio internacional, enviou delegados a Londres, Paris e Washington, e fortaleceu a aliança com os governos sul-americanos, em particular com a Argentina.

Em agosto, as decisões de Lisboa procuravam reduzir a autoridade do príncipe-regente. Em resposta, dom Pedro formalizou a independência a 7 de setembro.

A Assembléia Constituinte iniciou seus trabalhos em maio de 1823. José Bonifácio não confiava na Assembléia, e ainda tinha a inimizade da Marquesa de Santos. Sob pressão, dom Pedro forçou a demissão de Bonifácio, que permaneceu na Corte para apoiar seu irmão Antônio Carlos, também deputado, que seria o principal autor da Constituição que estava sendo elaborada. José Bonifácio acabou subscrevendo o projeto, embora duvidasse da capacidade dos membros da Assembléia.

Enquanto isso, em Portugal, um golpe dissolvera a Constituinte e restabelecera o domínio de Dom João 6o. Logo surgiram rumores de uma nova união de Portugal com o Brasil. Declarada a crise política, Pedro 1odissolveu a Constituinte. José Bonifácio, seus irmãos e outros deputados foram presos e deportados. Exilado no Sul da França, José Bonifácio criticava dom Pedro 1o, que já havia declarado sua inocência, embora não o tivesse chamado de volta.

Só em julho de 1829 José Bonifácio regressou ao País. Dom Pedro, forçado a abdicar no dia 7 de abril de 1831, deixou-o como tutor dos filhos. Os liberais, tendo à frente Feijó, então ministro da Justiça, exigiu que a Câmara o destituísse da tutoria. O Senado rejeitou o pedido, levando Feijó a demitir-se. No entanto, acusado de tentar promover a volta de dom Pedro 1o, com intuito de tornar este regente durante a adolescência de dom Pedro 2o, Bonifácio foi preso em 15 de dezembro de 1833, e mandado para a Ilha de Paquetá.

Mais tarde foi absolvido, passando a residir em Niterói, onde morreu.


http://educacao.uol.com.br/biografias/jose-bonifacio-andrada-e-silva.jhtm

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Urucu (planta)



Urucu, ou urucum, é o fruto do urucuzeiro ou urucueiro (Bixa orellana), arvoreta da família das bixáceas, nativa na América tropical, que chega a atingir altura de até seis metros. Apresenta grandes folhas de cor verde-claro e flores rosadas com muitos estames. Seusfrutos são cápsulas armadas por espinhos maleáveis, que se tornam vermelhas quando ficam maduras. Então se abrem e revelam pequenas sementes dispostas em série, de trinta a cinquenta por fruto, envoltas em arilo também vermelho.

Contexto Cultural e Histórico

O urucu é utilizado tradicionalmente pelos índios brasileiros (juntamente com o jenipapo, de coloração preta) e peruanos, como fonte de matéria prima para tinturas vermelhas, usadas para os mais diversos fins, entre eles, protetor da pele contra o sol e contra picadas de insetos; há também o simbolismo de agradecimento aos deuses pelas colheitas,pesca ou saúde do povo. No Brasil, a tintura de urucu em pó é conhecida como colorau e usada na culinária para realçar a cor dos alimentos. Esta espécie vegetal ainda é cultivada por suas belas flores e frutos atrativos. Ao passar urucu na pele, ele penetra nos poros e, ao longo do tempo, a pele passa a ter uma tonalidade avermelhada constante e definitiva. Isso acontece pois os poros se entopem de urucu e não conseguem mais eliminá-lo[carece de fontes].
Um produtivo nativo das América, que foi levado para Europa desde o século XVII, é mundialmente empregado como corante de diversos fins, principalmente na indústria alimentícia. Com o banimento do uso de corantes alimentícios artificiais na União Europeia, por prováveis efeitos cancerígenos, por exemplo a anilina, é intensamente importado da América tropical e África, além de quase não ter sabor.

Usos

  • Na culinária: como condimento e também colorante, emprega-se sob a forma de pó obtido por trituração das sementes, usualmente misturadas a certo teor de outros grãos também triturados, devido ao arilo que envolve as sementes, que fornece matéria corante vermelha característica, como na casca dos queijos: leydenqueijo-do-reino e outros. É apreciado pela quase ausência de sabor e por não apresentar os efeitos prejudiciais dos corantes artificiais;
  • Na cosmética: empregam-no os ameríndios tropicais no preparo de tinturas para pintar o corpo, com a finalidade de proteção contra o rigor do sol (confere proteção contra radiação ultravioleta);
  • Na medicina: como medicamento fitoterápico, é dotado de inúmeras características e propriedades bioquímicas, que lhe dão aplicação em vasta gama de casos.


As sementes do urucu contêm celulose (40 a 45%), açúcares (3,5 a 5,2%), óleo essencial (0,3% a 0,9%), óleo fixo (3%), pigmentos (4,5 a 5,5%), proteínas (13 a 16%), alfa e beta-carotenos e outros constituintes.

Possuem, também, dois tipos de pigmentos:
Para informação nutricional, 100 g de semente de urucu contêm:
Cálcio7,00 mg
Ferro0,80 mg
Fósforo10,00 mg
Vitamina A15,00 µg
Vitamina B1
Vitamina B20,05 mg
Vitamina B30,03 mg
Vitamina C2,00 mg
Referência: http://pt.wikipedia.org/wiki/Urucu_(planta)

Domingos Vandelli (1735-1816)














Domenico Agostino Vandelli nasceu em Pádua, Itália. O seu pai, G. Vandelli, era Professor na Universidade de Pádua e doutor em Medicina. Formou-se em Filosofia pela Universidade de Pádua e foi convidado pelo Marquês de Pombal (1699-1782), para integrar o corpo docente que iria leccionar matérias científicas no Real Colégio dos Nobres. Terá chegado a Portugal em 1764. No entanto, uma vez que o ensino científico no Colégio dos Nobres não teve o sucesso que se pretendia, foi em seguida convidado, no âmbito da reforma da Universidade de Coimbra, para ocupar um lugar na Faculdade de Filosofia, onde foi nomeado lente de Química e de História Natural. Ficaria também responsável pela selecção do local da implantação do Jardim Botânico, do estabelecimento do Laboratório Químico e do Museu de História Natural da Universidade de Coimbra.
Por volta de 1780 apresentou à Universidade um projecto de estabelecimento de uma fábrica de louça no Rossio de Santa Clara de Coimbra. Esta fábrica tornou-se famosa pela qualidade da sua louça, que ficou conhecida por ‘louça de Vandelles’. A Vandelli foi concedido o privilégio exclusivo da louça produzida.
Em 1787 foi viver para Lisboa, onde se tornou o primeiro director do Jardim Botânico da Ajuda, sendo nomeado Deputado da ‘Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação destes Reinos e seus Domínios’. Continuou a ser director do Laboratório Químico da Universidade até 1791, apesar de estar ausente de Coimbra.
Durante as invasões francesas, entre 1807 e 1811, foi acusado de ser afrancesado e em 1810, com 80 anos, foi preso e deportado para a Ilha Terceira, Açores, juntamente com outros suspeitos, no que ficou conhecido como a Setembrisada. Mais tarde foi-lhe concedida autorização para se deslocar para Inglaterra, de onde regressou em 1815.
Morreu em Lisboa em 1816.

Actividade Científica

Foi membro de várias academias científicas, tendo participado activamente na criação da Real Academia das Ciências de Lisboa, onde apresentou diversas memórias relativas à Agricultura, à Indústria e à Economia. Trocou correspondência com vários cientistas estrangeiros, entre os quais o mais conhecido é Carl Lineu (1707-1778).
Elaborou os planos do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, em conjunto com João António Dalla-Bella (1726-c.1823), físico italiano que, tal como Vandelli, foi convidado para a Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra. Em Coimbra ocupou-se principalmente do Museu de História Natural e do Jardim Botânico, deixando sempre para segundo plano da sua actividade o Laboratório Químico, do qual era director. Neste laboratório foi sendo sucessivamente substituído em funções de responsabilidade efectiva por Manuel Joaquim Henriques de Paiva (1752-1829), Constantino António Botelho de Lacerda Lobo (1754-1820), Tomé Rodrigues Sobral (1759-1829) e Vicente Coelho Seabra (1764-1804), até abandonar o cargo em 1791, sucedendo-lhe como director Tomé Rodrigues Sobral.
Em Lisboa organizou e enriqueceu o Jardim Botânico do Palácio da Ajuda, que tinha fundado antes de ir para Coimbra em 1772, e participou regularmente nas sessões da Academia das Ciências.

Publicações
A maior parte da produção científica de Vandelli diz respeito à História Natural e, mais especificamente, à Botânica.
 Dissertatio de arbore Draconis, seu Dracœna. Accessit disserta tio de studio Historioe Naturalis necessario in Medicina, Economia, Agricultura, Artibus et Commercio. Olissipone, apud. Ant. Rod. Galliardum 1768. Fasciculus Plantarum cum novis generibus et speciebus. Ibi, ex Typ. Regia 1771. Memoria sobre a utilidade dos Jardins Botanicos. Lisboa, na Regia Offic. Typ. 1770. Diccionario dos termos technicos de Historia Natural, extrahidos das obras de Linnêo, com sua explicação e estampas abertas em cobre, para facilitar a intelligencia dos mesmos, Coimbra, na R. Of fic. da Univ. 1788. Memoria sobre a utilidade dos Jardins Botanicos. Coimbra, na R. Of fic. da Univ. 1788. Viridarium Grisley Lusitanicum, Linnareanis nominibus illustratum. Jussu Academiœ in lucem editum. Olisipone, ex Typ. Reg. Acad. Scient. Olisip. 1789. Florae Lusitanicae et Brasiliensis Specimen. Et Epistoloe ab eruditis viris Carolo a Linné, Antonio de Haen ad Dom. Vandelli scriptœ. Conimbricae, ex Typ. Academico Regia, 1788. Nas Memorias economicas da Academia Real das Sciencias de Lisboa para o adiantamento da agricultura das artes e da industria em Portugal e suas conquistas:“Memoria sobre a ferrugem das oliveiras”, tomo I, 1789.“Memoria sobre a agricultura deste reino e das suas conquistas”, tomo I, 1789.“Memoria sobre algumas producções naturaes deste reino…”, tomo I, 1789.“Memoria sobre algumas producções naturaes das conquistas…”, tomo I, 1789.“Memoria sobre as produccões naturaes do reino e das conquistas, primeiras materias de differentes fabricas, ou manufacturas”, tomo I, 1789.“Memoria sobre a preferencia que em Portugal se deve dar á agricultura sobre as fabricas”, tomo I, 1789.“Memoria sobre varias misturas de materias vegetaes na factura dos chapéos”, tomo II, 1790.“Memoria sobre o modo de aproveitar o carvão de pedra e paus bituminosos”,tomo II, 1790.“Memoria sobre o encanamento do rio Mondego”, tomo III, 1791.“Memoria sobre as Aguas livres, tomo III, 1791.“ Memoria sobre o sal gemma das ilhas de Cabo Verde, tomo IV, 1812.“Memoria sobre a gravidade especifica das agoas de Lisboa e seus arredores”, tomo IV, 1812. Nas Memórias da Academia das Sciências de Lisboa:“Dominici Vandelli Florae, et Faunae Lusitanicae Specimen”, tomo I, 1797.“De Vulcano Olisiponensi et montis Erminii”, tomo I, 1797.“Varias Observações de Chimica, e Historia Natural”, tomo I, 1797.

Referência: http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/p10.html

Historia da Química


A história da química está diretamente ligada ao desenvolvimento do homem, já que abrange todas as transformações de matérias e as teorias correspondentes. Com frequência, a história da química se relaciona intimamente com a história dos químicos e — segundo a nacionalidade ou tendência política do autor — ressalta em maior ou menor medida os sucessos alcançados num determinado campo ou por uma determinada nação.
ciência química surge no século XVII a partir dos estudos de muitos dos cientistas da época. Considera-se que os princípios básicos da química se recolhem pela primeira vez na obra do cientista britânico Robert Boyle: The Sceptical Chymist (1661). A química, como tal, começa a ser explorada um século mais tarde com os trabalhos do francês Antoine Lavoisier e as suas descobertas em relação ao oxigênio, à lei da conservação da massa e à refutação da teoria do flogisto como teoria da combustão.

Primeiros avanços da química
O princípio do domínio da química (que para alguns antropólogos coincide com o princípio do homem moderno) é o domínio do fogo. Há indícios de que há mais de 500.000 anos, em tempos do Homo erectus, algumas tribos conseguiram tal feito. O domínio do fogo não só dava luz e calor na noite, como ajudava o homem na proteção contra os animais selvagens. Também permitia a preparação de comida cozida. Esta continha menos micro-organismos patogênicos e era mais facilmente digerida. Assim, baixava-se a mortalidade e melhoravam as condições gerais de vida. O fogo também permitia conservar melhor a comida, especialmente as carnes e os peixes, secando-os e defumando-os.

A metalurgia
A metalurgia, um dos principais processos de transformação, começou com o descobrimento do cobre. Depois, por experimentação ou como resultado de misturas acidentais se descobriu que as propriedades mecânicas do mesmo podiam ser melhoradas em suas ligas de metais.
Os Hititas foram uns dos primeiros a obter o ferro a partir dos seus minerais. Este processo é muito mais complicado, já que requer temperaturas mais elevadas e, portanto, a construção de fornos especiais. No entanto, o metal obtido era de baixa qualidade, com um elevado conteúdo em carbono, tendo que ser melhorado em diversos processos de purificação e, posteriormente, ser forjado. A humanidade demorou séculos para desenvolver os processos atuais de obtenção de aço (geralmente por oxidação das impurezas insuflando oxigênio ou ar no metal fundido, processo conhecido com o nome de "processo de Bessemer"). O seu domínio foi um dos pilares da Revolução Industrial.
Outra meta metalúrgica foi a obtenção do alumínio. Descoberto no princípio do século XIX, era obtido por meio da redução de seus sais com metais alcalinos. Seu preço superou o do ouro. Era tão apreciado que vários talheres presenteados à corte francesa eram fabricados a partir deste metal.

A cerâmica
Outro campo de desenvolvimento que acompanhou o homem desde a Antiguidade até o laboratório moderno é a cerâmica. Suas origens datam da pré-história, quando o homem descobriu que os recipientes feitos de argila mudavam suas características mecânicas e incrementavam sua resistência frente à água caso fossem esquentados no fogo. Para controlar melhor o processo, diferentes tipos de fornos foram criados.
Relacionado com o desenvolvimento da cerâmica está o desenvolvimento do vidro a partir do quartzo e do carbonato de sódio ou de potássio. Seu desenvolvimento igualmente começou no Antigo Egito e foi aperfeiçoado pelos romanos.

A química como ciência
O filósofo grego Aristóteles pensava que as substâncias estavam formadas por quatro elementos: terra, vento, água e fogo. Paralelamente, discorria outra teoria: o atomismo, na qual postulava que a matéria estava formada por átomos, partículas indivisíveis que se podiam considerar a unidade mínima da matéria. Esta teoria, proposta pelo filósofo grego Demócrito de Abdera não foi popular na cultura ocidental dado o peso das obras de Aristóteles na Europa. No entanto, tinha seguidores (entre eles Lucrécio) e a ideia ficou presente até o princípio da Idade Moderna.
Entre os séculos III a.C. e o século XVI d.C a química estava dominada pela alquimia. O objetivo de investigação mais conhecido da alquimia era a procura da pedra filosofal, um método hipotético capaz de transformar os metais em ouro. Na investigação alquímica desenvolveram-se novos produtos e métodos para a separação de elementos químicos. Deste modo foram-se assentando os pilares básicos para o desenvolvimento de uma futura química experimental.

A química, como é concebida atualmente, começou a tomar forma entre os séculos XVI e XVII. Nesta época, se começou a estudar o comportamento e as propriedades dos gases, se estabelecendo técnicas de medição. Pouco a pouco o conceito de elemento como uma substância elementar que não podia ser descomposta em outra foi ganhando forma. Também foi nesta época que a teoria do flogisto, capaz de explicar os processos de combustão, foi desenvolvida.
Por volta do século XVIII a química adquiriu definitivamente as características de uma ciência experimental. Foram criados métodos de medição cuidadosos, os quais permitiram um melhor conhecimento de alguns fenômenos, como o da combustão da matéria, descobrindo Antoine Lavoisier o oxigênio e assentando finalmente os pilares fundamentais da química moderna.

Referência: http://www.historiadetudo.com/quimica.html